3 de Novembro, 2015.

Resenha: Uma reflexão em relação ao estudo da mecânica quântica

Resenhas Física

Resenha produzida para a disciplina de Filosofia e História da Física Moderna ministrada pelo Prof. Nestor Cortez Saavedra Filho da UTFPR. Texto base: Uma reflexão em relação ao estudo da mecânica quântica: o caso do princı́pio da incerteza

Resenha

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Universidade Tecnológica Federal do Paraná Curso de Licenciatura em Fı́sica Filosofia e História da Fı́sica Moderna Prof. Nestor Cortez Saavedra Filho

Resenha: Uma reflexão em relação ao estudo da mecânica quântica: o caso do princı́pio da incerteza. GUILMOUR H. D. ROSSI Novembro, 2015

Núnez. B. I; Neves L. S.; Ramalho. B. L. Uma reflexão em realação ao estudo da mecânica quântica: o caso do princı́pio da incerteza. OEI - Revista Iberoamericana de Educación [1]

Em seu artigo publicado na Revista Iberoamericana de Educación, OEI, os autores Isauro Beltrán Núnez, Luiz Seixas das Neves e Betânia Leite Ramalho trazem fatos e reflexões para uma discussão quanto ao estudo e ensino da mecânica quântica nas universidades e escolas hoje em dia, na América latina e principalmente no Brasil. Lembram os autores da significativa complexidade em se trabalhar com o estudo da composição e propriedades do estudo da matéria. Lembra o autor das implicações didáticas e epistemológicas na busca de compreendermos as diferentes dificuldades que os alunos apresentam com este tema. O estudo dos autores tem caráter exploratório e procura fazer algumas considerações sobre um grupo especı́fico de alunos dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Quı́mica, sobre o tema mecânica quântica e o reconhecimento, ou não, dos alunos desses conhecimentos, como modelos da ciência, resultado da construção hu mana e não como a própria realidade em si, questão vital para uma educação cientifica de qualidade, destacam os autores.

Os dois conhecimentos principais para a compreensão da Mecânica Quântica como modelo teórico, lembram os autores, são os da dualidade onda-partı́cula e do princı́pio da incerteza de Heisenberg, que são referência cientı́fica que explicam a estrutura da matéria, e que possuem em sua base conhecimentos que se originam em determinadas concepções sobre a matéria, por isso sua grande importância no sistema de conteúdos na formação de profissionais, no caso do artigo dos autores, da Quı́mica no nı́vel universitário. Segundo os autores, os livros didáticos utilizados pelos alunos para o estudo desses conteúdo de mecânica quântica são mediadores da aprendizagem do conhecimento cientı́fico e são a principal ferramenta, hoje do professor para a organização dos conteúdos, além de influenciarem os alunos a sintetizarem este conteúdo e portanto, precisam ser também estudados.

Contam os autores em seguida, sobre a revolução cientı́fica iniciado pela Mecânica Quântica continua, e opinam que seu ponto mais expressivo ainda está por vir, uma vez existindo a necessidade de renovar as ideias e conceitos ainda dúbios de seu corpo teórico, para acontecer o que os autores chamam de Revolução Representaciona sobre a própria imagem de mundo, que acompanha o quadro teórico da Mecânica Quântica e faz parte da formação cientı́fica dos alunos universitários, especialmente os quı́micos, tendo consciência desse problema. Sendo esta uma forma de contribuir a desenvolver em nossos alunos atitudes crı́ticas, reflexivas e até flexı́veis.

Os autores defendem que os alunos ainda em seu grau de formação inicial, não são capazes de fazer a diferenciação correta entre a essência dos modelos clássicos e quânticos; se manifestado assim em uma maneira não diferenciada onde misturam explicações clássicas comexplicações quânticas sem observarem a imensa distância que separa esses paradigmas da ciência. Como consequência mais negativa desse fato é a visão de mundo, matéria, inconsequente com os estudos cientı́ficos mais avançados a respeito. O sincretismo clássicaquântico, defendem os autores, é reforçado nos estudos durante o curso, quando os livros fundamentam suas explicações para os fenômenos quânticos no modelo de partı́culas, que é a parte de um conteúdo pontual, sem articulação com outros conteúdos nos livros didáticos e no estudo da estrutura da matéria. E observa-se nos livros didáticos em geral, segundo os autores, que o princı́pio da incerteza não é apresentado como um modelo teórico, ou seja, uma representação construı́da, como uma simplificação da realidade complexa. Nessas condições é fácil compreender as dificuldades e fracassos dos alunos para compreender as teorias como modelos de caráter hipotético, assim como sua identificação do modelo com a própria realidade. Não aparecem comentários ao respeito de ser condição do modelo teórico, que não revela por si só seus limites, questão que os alunos não tem condições de encontrar por si sós. O modelo didático do livro, na procura de facilitar a compreensão o do modelo cientı́fico, termina por deixar obscura a visão sobre a matéria que os alunos podem construir e até o próprio conhecimento cientifico.

Os autores finalizam dizendo que essa situação precisa ser revertida, não apenas no âmbito das dificuldades inerentes ao não reconhecimento do caráter teórico, de modelo, do principio da incerteza, do caráter dual das micropartı́culas, fatos que são tomados como realidade pelos alunos. Não se devem eximir esforços a fim do total entendimento do contexto que está inserido a descoberta e até o pensamento dos que os fizeram, a fim de não só motivar os alunos como também prepará-los também para um campo de descoberta cientı́fica, de mudanças. Muito ainda precisa ser descoberto e erros de ensino não podem ser empecilhos de forma alguma ao nossos cientistas.

References [1] Núnez. B. I; Neves L. S.; Ramalho. B. L. ma reflexão em realação ao estudo da mecânica quântica: o caso do princı́pio da incerteza. OEI - Revista Iberoamericana de Educación.